"Ouça o barulhinho que o tempo no seu peito faz"
Arnaldo Antunes
Hoje meu filho se vira pra mim e diz que quando crescer quer ser salva vidas. Com essa afirmação fiz uma viagem longa, lá na minha infância, tentando lembrar quais eram os meus sonhos de infância e o que eu queria ser quando crescesse... Ele me disse ainda que queria que eu trabalhasse no mercado, rs. Claro! Por causa das guloseimas. Com isso me lembrei que também tinha sonhos de virar uma formiguinha e entrar no mercado de noite! Coisas de criança...
Me lembro da minha infância, trago-a intacta dentro de mim, posso quase toca-la com as mãos. Nela fui rainha. Ficaram em meu corpo suas marcas e cicatrizes e me orgulho delas como um campeão de suas medalhas. Cada uma tem uma história, encerra uma aventura. Vivi todos os seus riscos.
Fui rica de infância, tive uma no interior, livre, em contato com a natureza, rios e bichos.
“Felicidade é a gente poder olhar para trás e encontrar esse vago mundo em “sol menor” que se chama infância.”.
E sou uma mulher feliz porque tive infância. E quantas vezes tenho fugido para ela, tentando reabastecer o coração de esperanças e ilusões. Sim! Posso encontra-la viva, intensa, apenas volto o rosto, em cada curva da lembrança.
Mas quando volto o olhar para o hoje, percebo que muitos sonhos foram deixados para traz, muitas ilusões desfeitas. A realidade de um adulto não é a mesma de uma criança. Sem hipocrisia, isso é fato!
Como eu queria ter a mesma esperança e a mesma simplicidade da minha infância. Ao mesmo tempo me emociono e me orgulho de hoje poder presenciar a infância do meu filho. Tento aproveitar o máximo que eu posso e ser pra ele uma heroína que consegue o impossível. Realmente por um filho a gente é capaz de qualquer coisa!
Porém muitas coisas foram realizadas. E como é bom viver. O dia-a-dia nos traz surpresas agradáveis também na fase adulta!
Só tenho a agradecer pela minha vida! Pela minha história! Me orgulho de cada pedacinho dela, nos acertos e também nos erros...
Arnaldo AntunesHoje meu filho se vira pra mim e diz que quando crescer quer ser salva vidas. Com essa afirmação fiz uma viagem longa, lá na minha infância, tentando lembrar quais eram os meus sonhos de infância e o que eu queria ser quando crescesse... Ele me disse ainda que queria que eu trabalhasse no mercado, rs. Claro! Por causa das guloseimas. Com isso me lembrei que também tinha sonhos de virar uma formiguinha e entrar no mercado de noite! Coisas de criança...
Me lembro da minha infância, trago-a intacta dentro de mim, posso quase toca-la com as mãos. Nela fui rainha. Ficaram em meu corpo suas marcas e cicatrizes e me orgulho delas como um campeão de suas medalhas. Cada uma tem uma história, encerra uma aventura. Vivi todos os seus riscos.
Fui rica de infância, tive uma no interior, livre, em contato com a natureza, rios e bichos.
“Felicidade é a gente poder olhar para trás e encontrar esse vago mundo em “sol menor” que se chama infância.”.
E sou uma mulher feliz porque tive infância. E quantas vezes tenho fugido para ela, tentando reabastecer o coração de esperanças e ilusões. Sim! Posso encontra-la viva, intensa, apenas volto o rosto, em cada curva da lembrança.
Mas quando volto o olhar para o hoje, percebo que muitos sonhos foram deixados para traz, muitas ilusões desfeitas. A realidade de um adulto não é a mesma de uma criança. Sem hipocrisia, isso é fato!
Como eu queria ter a mesma esperança e a mesma simplicidade da minha infância. Ao mesmo tempo me emociono e me orgulho de hoje poder presenciar a infância do meu filho. Tento aproveitar o máximo que eu posso e ser pra ele uma heroína que consegue o impossível. Realmente por um filho a gente é capaz de qualquer coisa!
Porém muitas coisas foram realizadas. E como é bom viver. O dia-a-dia nos traz surpresas agradáveis também na fase adulta!
Só tenho a agradecer pela minha vida! Pela minha história! Me orgulho de cada pedacinho dela, nos acertos e também nos erros...
